Queimados

 

História

Queimados é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º42'58" de latitude sul e 43º33'19" de longitude oeste, a uma altitude de 29 metros. A população estimada pelo IBGE em 2009 foi de 139.378 habitantes.[2]

Ocupa uma área de de 76,921 km², integrando a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Há três versões mais prováveis para seu nome. A primeira diz que, quando o imperador Dom Pedro I passou por aquela região, por ocasião da inauguração da estação de trem, viu uma grande queimada que estava sendo feita dos laranjais nos morros, e chamou o lugar de "Morro dos Queimados". A segunda diz que o nome é referente aos corpos de leprosos queimados, aos montes, que morriam num leprosário que ali existia, onde hoje se situa a Estrada do Lazareto, uma das principais vias do município. Há ainda uma terceira versão, que afirma que o nome da cidade provém dos escravos fugidos das fazendas, que eram mortos e tinham seus corpos queimados pelos seus senhores.

Passou a categoria de município, em 1991, quando se emancipou de Nova Iguaçu.

 

  Ocupação

A colonização e ocupação das terras que hoje compõem o município de Queimados, confunde-se com a história das terras de Iguassú, ambos possuem as mesmas identidades culturais que de acordo com Antonio Isaías da Costa Abreu em "Municípios e Topônimos Fluminenses, em Histórico e Memória" nos diz que "seus habitantes, desde os primórdios da colonização, se acham intimamente ligados pelos hábitos e envoltos por iguais sentimentos de regionalidade, crença e labor".

A ocupação das terras começa com a doação da primeira sesmaria a Garcia Aires, em 1592, com 3.000 braças, em quadro, no rio Carapicu. No ano seguinte foi a vez de Baltazar da Costa receber uma grande sesmaria com 9.000 braças entre o mesmo rio e o rio Guandu. Em 1615 entre os cursos dos rios Carapicu e Guandu o cidadão Lourenço São Paio recebe outra sesmaria e quatro anos após outra é concedida a Manoel Corrêa e Antonio Francisco Alvarenga.

Ainda é Antonio Isaias da Costa Abreu que nos diz: "o abandono por parte do donatário Martim Afonso de Souza da área que passou a constituir a Capitania do Rio de Janeiro. Ainda no século XVII, João de Moura Fogaça, Ouvidor e Alcaide da Capitania de São Vicente, bem como procurador da condessa de Vimieiro, dona Mariana de Souza Guerra, concedeu a Jerônimo Pires e a Bernardino Machado uma sesmaria de 2 léguas, na cabeceira da dos padres da Cia de Jesus - Fazenda Santa Cruz". Com o falecimento de Bernardino Machado, indo à praça o seu quinhão, é este arrematado por João Alves Pereira, o qual adquiriu, posteriormente, de Manuel Velho e sua mulher, dona Maria Azevedo, sucessores de Jerônimo Pires, o restante da mencionada sesmaria. A parte que coube a dona Brites Lemos, por doação de seu pai, João Alves Pereira, por sucessão, passou ao neto deste, de igual nome, casado com dona Paula de Gallegos, dela se desfazendo o casal em 1667, por transação com Martins Corrêa Vasqueanes. Com o falecimento deste, um dos seus credores, José Barreto de Faria, para garantir o seu crédito, teve que valer-se da via judicial contra o espólio, cujos bens, levados à praça, foram arrematados pelo capitão Manoel Barbosa Lima, que procurou cedê-los a Martim Corrêa Vasqueanes, governador interino da Capitania do Rio de Janeiro, na ausência do efetivo governador, capitão general Artur de Sá e Menezes, que se ausentara do cargo por motivo de viagem. Ao retornar, recebeu o governador e sua mulher, dona Guiomar de Brito, em 08 de setembro de 1702, por doação que lhe fizera Martins Corrêa Vasqueanes, uma área de 800 braças em quadro. Com a morte do donatário, ficou senhor dos bens o marquês de Abrantes, em virtude de haver sido instituído pelo "de cujus" "seu herdeiro universal. Em 13 de julho de 1720, são todas essas terras alienadas ao capitão-mor Manoel Pereira Ramos e à sua mulher, dona Helena de Andrade Souto Maior Rendon, havendo o casal mandado erigir a capela sob a invocação de N. S. da Conceição, embora concluída em 1737, somente vinte e dois anos mais tarde alcançou a perpetuidade. Assim detentora de vasto patrimônio rural, procurou dona Helena, após a morte do marido, instituir com os seus filhos, em 06 de janeiro de 1772, o "Morgado de Marapicu", o qual foi confirmado pelo Alvará de 04 de Janeiro de 1774. Anos mais tarde, as terras do Morgado vieram a ser adquiridas pelo Conde Modesto Leal, tendo este, por sua vez, as transmitido à Sociedade Anônima Normandie, que procurou loteá-las".

Queimados tem um Distrito e este tem sua origem na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Marapicu, confirmada por Alvará de 4 de Fevereiro de 1759. Era de propriedade do Conde de Aljesur, que foi posteriormente vendida à família Guinle, conservando as 200 braças de terra ao seu redor, como propriedade da Paróquia e Antonio Abreu ainda nos diz: "onde nasceu o povoado que era centro de transações comerciais dos produtos das plantações das fazendas circunvizinhas, provavelmente surgindo uma feira. Ergueu-se um arraial, com população migrada de outras regiões, fenômeno que era comum na história dos povoamentos do Brasil colonial, ou seja, a formação de aglomerados humanos ao redor de um ponto de referência comercial e fonte de trabalho. A capela que fora erigida pelo casal Manuel Pereira Ramos e sua mulher, dona Helena de Andrade Souto Maior Rendon, que dera ascensão à Freguesia, constituiu o ponto de partida para o crescimento e desenvolvimento de Queimados.

A Professor Jaíra de Magalhães Rubez Primo na obra "Queimados, quem sou eu" acrescenta afirmando: "em 1832 foi construída a igrejinha e, em 1833, já correspondia a um Distrito Eclesiástico, que era subordinado à Câmara da Cidade do Rio de Janeiro, representado por um Intendente que ficava na Vila de Iguassú.

Até 1911, Marapicu era sede do Distrito, foi então transferida para Queimados pela Lei nº 1.008, graças ao seu desenvolvimento alcançado, assim permanecendo até 18 de novembro de 1919, quando a Lei nº 1634 procurou restabelecer a sede em Marapicu. Entretanto, um lustro mais tarde, a Lei nº 1799, editada em 8 de janeiro de 1924, não somente transfere, em definitivo, a sede para a localidade de Queimados, como também lhe empresta o nome.

Após várias lutas, o processo de Emancipação de Queimados sai vitorioso em plebiscito de 25 de Novembro de 1990, que é transformado em Lei nº 1.773 de 21 de dezembro de 1990, desmembrando-se assim do Município de Nova Iguaçu. Sua primeira eleição ocorreu em 03 de Outubro de 1992 dando posse ao Primeiro Prefeito Dr. Jorge César Pereira da Cunha em 1º de Janeiro de 1993.

Possui uma área de 75 km2, com uma altitude de 29,74 m acima do nível do mar e onde estão situados 115 bairros, compondo-se de zona urbana e rural com uma população em torno de 150.000 habitantes.

Com área disponível às margens da via Dutra e com grandes mananciais de água potável de qualidade tem atraído um conjunto de indústrias do setor de bebidas como a Cervejaria Kaiser, a Pepsi e Coca-Cola. Outras indústrias também estão estabelecendo-se na região. Como conseqüência criou-se uma lei de incentivo ao estabelecimento de indústrias com um "Pólo Industrial", o que tem dado melhores condições de planejamento urbano.

A agricultura e a pecuária são prósperas. Os solos férteis facilitaram a criação de um cinturão verde que produz cana-de-açúcar, hortigranjeiros e frutas (laranja, a banana e o coco), a mandioca, o milho e outros de menor importância. A pecuária está centrada no gado leiteiro, ovinos, suínos, asininos, muares, bufalinos e outros animais.

Queimados é um dos promissores municípios da Baixada.


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